Heleno Pereirinha, tio de Renato, residente em Canas de Senhorim, está disposto a ajudar

Posted: 22/01/2011 in Canas de Senhorim, Imprensa, Informação
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Heleno Pereirinha, tio de Renato, residente em Canas de Senhorim, está disposto a ajudar: “A minha irmã vai gastar até ao último cêntimo para nada faltar ao Renato. Mas não é só ela. Também o resto da família está disposta a vender bens para ajudar. Temos aqui um apartamento e se for necessário vamos vendê-lo.”

A família, ligada há muitos anos à ourivesaria, pondera ainda a hipótese de se mudar para os EUA e aí abrir um negócio. “Tudo é possível. O importante é encontrar fontes de rendimento alternativas, porque adivinha-se um processo judicial muito demorado e oneroso”, diz Heleno Pereirinha.

A família está “a fazer todas as diligências”, segundo a advogada, para reunir apoios. A abertura de uma conta de solidariedade é uma das formas de financiamento. Os pormenores estão a ser tratados, diz José Malta, que espera poder divulgar a conta nos próximos dias. A família vai criar um site para divulgar os custos do processo.

“RENATO FARTOU-SE DE SER PRISIONEIRO E EXPLODIU” (Heleno Pereirinha, 46 anos, tio de Renato Seabra)

Correio da Manhã – Quando soube do crime confesso do seu sobrinho o que é que lhe veio à cabeça?
– Lembrei-me logo da cadeira eléctrica, foi terrível. Andei muitas horas sem saber o que fazer, até conseguir falar com a minha irmã.

– O que levou o Renato a cometer o homicídio?
– Pois essa é a pergunta que todos fazem e ninguém consegue responder. Nem ele. Ele não devia estar a aguentar aquela vida de prisioneiro – não o deixavam sair do quarto, não lhe davam espaço, o luxo. Fartou-se da prisão até explodir de raiva. O Renato era uma pessoa inofensiva, incapaz que fazer mal a ninguém. Algo de muito grave aconteceu e ele passou-se.

– Isto está a ser um pesadelo para a sua irmã …
– Só nós é que sabemos o que estamos a sofrer. A minha irmã é muito forte, uma lutadora, mas sempre foi mãe-galinha. A nós tenta não o mostrar, mas está destruída por dentro. Acho que pior coisa não lhe podia ter acontecido.

– Como foi o encontro dos dois?
– Impressionante. O Renato estava apático mas quando a viu deu-lhe um abraço tão forte que lhe transmitiu muita energia para enfrentar o futuro. Ele disse-lhe que nos amava a todos.

– Alguma vez o Renato lhe falou que era amigo de Carlos Castro e que ia com ele para os EUA?
– Não, nunca me falou nesse homem. Eu sinceramente não o conhecia porque não lia revistas do social. Ele disse-me que nos últimos tempos conheceu muita gente ligada à moda mas não me falou de ninguém em especial. Sabia que ia para os EUA mas em trabalho.

– O seu sobrinho é homossexual?
– Ponto prévio. Eu tanto gosto dele como sendo homossexual ou heterosexual. Mas julgo que ele gosta é de mulheres.

– Acha possível que o Renato querendo fazer carreira como modelo e sabendo que Carlos Gastro o podia ajudar, viveu uma vida dupla. Ou seja, fingiu ser gay só para agradar ao cronista e assim ter contrapartidas profissionais?
– [longo silêncio] Acho que não. O Renato era muito sincero e tinha uma vida clara. Para fazer isso tinha que ser um bom actor.

– Quando foi a última vez que esteve com o Renato?
– Três dias antes de viajar. Fomos a Cantanhede passar o Natal em casa da minha irmã e convivemos muito. Corremos e à noite fomos à discoteca Três Pinheiros [na Mealhada]. A última imagem que eu guardo dele é ele a dançar na pista agarrado a uma miúda. Estava muito feliz [não consegue segurar as lágrimas].

– O que esperam do processo judicial?
– Antes de mais ele é inocente até ser considerado culpado …

– … mas confessou?
– Confessou quando estava sob sedativos. Deram-lhe anestesia e depois é que lhe conseguiram a confissão. Se ele realmente cometeu o crime vai ter que ser castigado mas que o seja aqui, em Portugal.

– Vão tentar a extradição?
– Pelo que já li vai ser dificil mas vamos tentar tudo para que o Renato fique o mais próximo da família.

– A sua mãe, avó do Renato, tem 76 anos e é uma mulher doente. Contaram-lhe o que aconteceu com o Renato?
– Sim, o essencial. Doeu-me muito quando ela me disse que quando o Renato vier vai explicar tudo. Só em pensar que o Renato pode não voltar! …. [Quando o CM chegou a casa dos Pereirinha, em Canas de Senhorim, encontrou a avó do Renato a rezar o terço e começou a chorar].

– Continuam com queixas da falta de apoio por parte das autoridades portuguesas em Nova Iorque?
– Segundo a minha irmã o apoio foi muito pouco para não dizer nulo. Estas coisas podem acontecer em qualquer família e, por mais trágico que seja, todas os cidadãos devem ser apoiados fora do seu País. A minha irmã valeu-se de pessoas amigas. Se não fossem elas não sei como seria a vida dela em Nova Iorque.

– Quando voltar a ver o Renato o que lhe vai dizer?
– Tenho que o ir visitar rapidamente. Vou olhá-lo olhos-nos-olhos e dizer-lhe que estou com ele, que lhe vou dar força … Sem fazer perguntas.

Lêr na integra aqui

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/wIHJJvmElWikEhg80e41/mov/1

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