Sessão de Teatro na Urgeiriça – “Médico à Força”

Posted: 07/02/2011 in Arte, Canas de Senhorim, Eventos Canas de Senhorim, Informação
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O NACO vai apresentar, em estreia em Canas de Senhorim, a peça “Médico à Força” Sábado, 12 de Fevereiro na Casa do Pessoal da Urgeiriça.

Cinco anos depois da estreia de “O Avarento”, o NACO virou-se outra vez para Moliére e, tal como aquela, também esta nova peça tem um enredo divertido e hilariante, onde se descobre uma crítica radical e bem-humorada à mentira, à hipocrisia e ao “arrivismo social”, de indivíduos vindos do nada e que se tornam algo para o qual não têm apetência. Entram em cena, satirizando a classe médica do tempo de Moliére, charlatães que se fazem passar por médicos, enganando a população e exercendo a medicina sem algum preparo. A peça ridiculariza também os pais que colocam entraves às inclinações amorosas de suas filhas.

No enredo de “Médico à Força”, o nobre Geronte quer que a filha Lucinda case com um rapaz da mesma classe de nobreza, mas ela, vítima de amores contrariados pelo pai, finge-se muda para demover a imposição do pai, pois é do jovem Leandro que está enamorada.

Um homem comum, o pobre lenhador Sganarelo, torna-se médico à força, num acto fortuito, desencadeado pelo sentimento de vingança de sua mulher Martinha. Extravagante, o lenhador gasta o que tem e o que não tem em vinho, maltrata a mulher e vende a própria cama. Martinha, depois de mais uma vez levar umas pauladas, vinga-se com uma cilada em que Sganarelo é obrigado a assumir, à força de pancada, que é médico. Dois criados de Geronte executam a cilada ao lenhador, à espera de gorjetas do patrão, a quem garantem que Sganarelo é o único médico capaz de curar a mudez da filha.

A peça recorre a vários tipos de cómico para provocar a hilaridade do público. Assim que Sganarelo chega a casa do abastado Geronte, tomando a criada pela filha do dono da casa, exclama: «Oh, que peixe por aqui há!… A minha medicina é uma humilde criada da sua leitaria… Quisera ser eu o seu menino e veria como chupava» (tentava apalpar-lhe os seios).

Sganarelo é imediatamente interrompido pelo marido da criada, mas após o diálogo que se trava entre os dois atira Sganarelo: «É que tomo parte igual na felicidade de ambos e, se o abraço a si para lhe testemunhar o meu gozo, abraço-a a ela para o meu gozo lhe testemunhar».

Incrédulo, Geronte aproxima-se, mas antes de abrir a boca, diz-lhe Sganarelo, chegando-se à criada: «Como sempre me interessei por tudo o que lhe diz respeito e à sua família, quero examinar o leite da ama e visitar-lhe o seio». Indica-lhe então Geronte que a doente que tem de curar não é a criada, mas sim a sua filha: «Ora aqui está uma doente que não é nenhuma peste e que me parece que encheria as medidas de qualquer homem» – exclama Sganarelo, chegando-se à jovem Lucinda. Ela sorriu e o pai, encantado e convencido de que isso era já um princípio da cura, disse para o falso médico: «Já a fez sorrir!».

Os diálogos prosseguem no mesmo tom de comédia, tornando a peça deveras hilariante, acrescida da excelência de interpretação de todo o elenco, constituído por Carina Póvoas, Cristina Ferrão, Daniel Duarte, Jorge Frias, José Luís Elias, José Luís Nascimento, José Manuel Figueiredo, Mila Figueiredo e Nelson Gil. A assistência de direcção artística pertence a Cristina Ferrão e Mila Figueiredo. A música é do grupo Ribombar, do NACO. Manuel Paraíba é o responsável de cenografia e figurinos. Completam a ficha técnica desta peça Bruno Marques (técnico residente), DPX (design gráfico) e Dinis (carpintaria).
Texto retirado de Farol da Nossa Terra

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