O auditório Maria José Cunha, na Fundação Lapa do Lobo, recebeu a Conferência Prevenção e Segurança Rodoviária no passado dia 15 de Janeiro. Mariana Batalha Torres, deu início a esta conferência que visou sensibilizar os presentes para a sinistralidade em Portugal, englobando todo o tipo de acidentes, Despistes, colisões, atropelamentos, acidentes agrícolas, etc.

Fernando Brito, (Civilização Ativa), foi o moderador desta conferência, que teve como convidados: Dra. Isaura Pedro (Presidente da Câmara Municipal de Nelas), Dra. Sofia Novais (Automóvel Clube de Portugal), Capitão Soares (Comandante Distrital da GNR de Viseu), José Pedro Fontes (Piloto de Automóveis, Campeão Nacional GT e GT3), João Fernando Ramos (jornalista da RTP) e Dr. Luís Celínio (Presidente do Clube Escape Livre.)

Após um breve resumo estatístico da sinistralidade no Distrito de Viseu pelo Capitão Soares, foram exibidas algumas “imagens choque”, captadas pelos soldados da GNR em diversas ocorrências com vítimas mortais. Uma das imagens, deixou os presentes constrangidos, levando a Dra. Isaura a ficar indignada com a exibição das mesmas, pois relatavam um acidente na EN 231 que vitimou duas pessoas amigas e conhecidas, pediu ainda ao Capitão Soares que corrigisse o filme urgentemente e aconselhou a não exibição do mesmo sem acautelar esta situação. Enalteceu a iniciativa desta conferência e lembrou que a principal causa de morte e incapacidade dos nossos jovens são os acidentes rodoviários, lembrou a envolvência do Município de Nelas em tentar eliminar alguns “pontos negros”, tomando medidas preventivas e também corretivas, fazendo referência à rotunda de Santar, à curva que foi alargada entre Algeraz e Vilar Seco, falou por fim num dos trajetos que dentro em breve vão tentar corrigir, referindo-se à EN 234 entre Canas e Nelas com a construção de rotundas para minimizar os acidentes que ocorrem quase mensalmente. Finalizou com aquilo a que chamou de “cavalo de Batalha” da autarquia, a fatídica EN 231 que liga Nelas a Viseu, recordando que no concelho de Nelas não há ninguém que não tenha perdido ali um conhecido, um amigo ou um familiar, uma das soluções passa pelo IC37 que é pena não sair do projeto, apesar de todos os municípios que estão envolvidos neste projeto estarem unidos e em sintonia.

O debate prosseguiu e foram abordados alguns episódios que vão acontecendo no dia-a-dia nas estradas Portuguesas, desde a má construção de algumas estradas, a má sinalização das vias, a condução agressiva, condução sobre o efeito de álcool e outras drogas, má formação de condutores, etc.
O Jornalista João Fernando Ramos, lembrou um programa que fez em tempos chamado “Histórias da Noite” onde acompanharam polícias, bombeiros, INEM e presenciaram muitos acidentes rodoviários com mortes e feridos graves, o consumo de álcool e a velocidade como principais causas destes sinistros.

Também se falou e muito da “caça à multa” por parte das autoridades, viaturas descaracterizadas em alta velocidade, viaturas escondidas com radares, radares colocados em pontos estratégicos dissimulados, … O Capitão Soares respondeu que são decisões políticas, alguém chega junto de nós e diz: “Vocês, têm este material aqui e têm que trabalhar com ele e depois, melhor ou pior, estabelecem-nos objetivos”

Foi dada a oportunidade à plateia de fazerem perguntas ou comentários. O Dr. Carlos Torres, Presidente do Conselho de Administração da Fundação Lapa do Lobo, falou dos limites de velocidade desajustados, fazendo referencia a titulo de exemplo 120 km/h numa autoestrada é pouco mas em muitos casos é velocidade excessiva, falou no politicamente incorreto nesta altura aumentar os limites de velocidade e de outro aspeto muito português que é a tolerância de 30-40 km/h que faz com que os condutores fiquem ao critério do poder discricionário das autoridades, reiterou que a lei é para se cumprir e se o limite de velocidade está desajustado, então haja coragem para se ajustar. Falou também do traçado do IP3 entre Coimbra e Santa Comba Dão, é dos troços mais perigosos que conhece em Portugal mas a perigosidade podia ser francamente diminuída com sinalização mais adequada quer vertical quer horizontal, referindo ainda que em sua opinião não tem a ver com falta de dinheiro mas sim por negligencia.
Após cerca de duas horas e meia de debate, concluí que ainda há muito por fazer, é preciso investir mais na Educação Rodoviária, esta devia começar nos nossos jovens, nas escolas; uma formação adequada, não só aprender o código da estrada e a andar com os veículos para a frente e para traz, mas ensinar a conduzir em situações de risco, aprender a utilizar os mecanismos de estabilização e controlo que as viaturas modernas possuem; uma atuação rigorosa mas pedagógica das autoridades, mais visibilidade nas estradas, mais e melhor policiamento; mais responsabilidade individual utilizar os veículos de forma responsável e com atitudes positivas.

No final da conferência, foi oficialmente inaugurada na galeria da Fundação Lapa do Lobo uma Exposição de Fotografia dedicada ao mesmo tema, que estará patente ao público até ao dia 17 de Março. Esta exposição pode ser visitada na Fundação Lapa do Lobo de segunda a sábado entre as 10:30 horas e as 18:00 horas. A entrada é livre.

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