Faleceu aos 97 anos MARIA KEIL, mãe de Pitum Keil do Amaral

Posted: 10/06/2012 in Canas de Senhorim, Imprensa, Informação, Pessoas
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A artista plástica Maria Keil, 97 anos, autora de vários painéis de azulejos das primeiras estações do Metropolitano da capital, morreu hoje em Lisboa, informou a agência funerária.

O velório de Maria Keil realiza-se hoje a partir das 18h na igreja de São João de Deus, em Lisboa, à praça de LOndres, onde segunda-feira pelas 15h se realizam as exéquias, seguindo-se o funeral no Cemitério da Apelação, no concelho de Loures, informou a mesma fonte.

A renovação da estação do Metropolitano de S. Sebastião da Pedreira, em Lisboa, foi um dos últimos trabalhos da artista.
Retirado de: JORNAL EXPRESSO

Pintora, ilustradora e ceramista portuguesa, nascida em Silves (Algarve). Frequentou Pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, tendo sido aluna do pintor Veloso Salgado. Casou aos 33 anos com o arquitecto Francisco Keil do Amaral, neto de Alfredo Keil. O casal teve um filho também arquitecto. Maria Keil pintou naturezas mortas e retratos ainda muito jovem e em 1937 participou no Pavilhão de Portugal na Exposição Internacional de Paris. Em 1940 participou na Exposição do Mundo Português com uma pintura mural. Recebeu em 1941 o Prémio Revelação Amadeu de Sousa Cardoso pelo “Auto-retrato”. No arranque do Metropolitano de Lisboa nas décadas de 50 e 60 do séc. XX Maria Keil começou a desenvolver intenso trabalho como criadora de painéis de azulejos para a decoração das estações. A ela se deve a recuperação, em espaços públicos, do azulejo que muitos consideravam arte menor. A sua criatividade e simpatia granjearam-lhe ser conhecida como “A menina dos azulejos”. Trabalhou para dezanove estações e fez renascer a fábrica Viúva Lamego, então em crise. É também ilustradora de livros infantis. Participou em diversas exposições em Portugal e estrangeiro. Artista polivalente também deixou a sua marca em selos de correio no Ano Internacional da Mulher. Em 1989 o Museu do Azulejo dedicou-lhe uma retrospectiva. Com mais de oitenta anos ainda trabalha e, em 1997 decidiu expor fotografias, sob o tema “Roupa a secar no Bairro Alto”. Pelas entrevistas e conversas Maria Keil revela-se para lá da artista, uma pessoa da maior simpatia, da mais absoluta simplicidade e de uma sinceridade sem rodeios.

Comentários
  1. jose pedro proença diz:

    vamos experimentar o saber olhar.
    o olhar devagar quando estamos imersos.
    ter falta de pressa porque o patrão está à nossa espera.
    olhar e ver se conseguimos ver.
    contigo as coisas eram fabulosas.
    doidas se quizeres.
    profundamente azuis.
    e devagarosas.
    jpp

    (obrigado por teres existido)

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